Segundo o procurador-geral Adjunto da República de Angola, Pascoal António Joaquim, que falava hoje, em Luanda, na cerimónia de cumprimentos de fim de ano da Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana, aquele órgão precisa de “mais atenção” do executivo.

“Incide, fundamentalmente, na falta de condições reais de trabalho, algumas vezes 'infra humanas'. Os magistrados do Ministério Público e os seus técnicos têm condições de trabalho deploráveis e desprestigiantes em muitas das partes do seu trabalho e afinal estamos no século 21”, atirou.

O magistrado que falava em representação dos seus colegas, nesta cerimónia presidida pelo PGR angolano, Hélder Pitta Grós, pediu maior atenção por parte do Executivo, pois, observou, “ao acontecer trará mais-valia e fortalecerá a sua intervenção”

E “em tudo isso sairá a ganhar o próprio Estado”, apontou.

Apresentando as ações desenvolvidas pelos magistrados do MP no decurso de 2019, António Joaquim referiu que dos 101 inquéritos instaurados pela nacional de Prevenção e Combate a Corrupção “86 se encontram em instrução e 15 foram concluídos”.

Quanto a atividade nos tribunais de primeira instância acrescentou, “receberam-se cerca de 32.000 processos crimes e no judicial cível e administrativo também tivemos trabalho registado”.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.