Em comunicado, o gabinete do Secretário para a Economia e Finanças assegura o “abastecimento dos bens essenciais para a vida da população, tais como água, combustível e produtos alimentares”, bem como a “estabilidade dos preços das mercadorias”.

Vários gabinetes reforçaram hoje as medidas de prevenção e os planos de emergência para lidar com o impacto do super tufão Mangkhut, à medida que a tempestade tropical se aproxima do território.

Prevê-se que a tempestade entre no mar do sul da China no sábado de manhã, mas é no domingo que o Mangkhut vai “passar pelo ponto mais próximo” de Macau, indicaram os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG).

“Dado que o super tufão tomou uma rota mais para norte, quando o sistema passar pelo ponto mais próximo do território pode provocar danos significativos”, advertiram.

De acordo com as novas previsões, preveem-se “ventos muito fortes e inundações graves” nas zonas baixas, provocadas por “storm surge” [maré de tempestade]. O nível da água pode subir entre um e 2,5 metros.

A confirmar-se, os 16 centros de acolhimento de emergência de Macau vão estar abertos ao público, preparados para receber todos os cidadãos retirados das zonas baixas, disse em comunicado o Instituto de Ação Social (IAS).

Os SMG já admitiram uma “probabilidade alta” de hastearem o sinal 8 de tempestade tropical no domingo.

O mesmo implica o encerramento das três pontes que ligam a península de Macau à ilha da Taipa, de transportes e de quase todos os serviços.

Na quinta-feira, o chefe do Executivo de Macau, Chui Sai On, garantiu que toda a estrutura da Proteção Civil está preparada para responder ao “grande impacto” desta tempestade.

O Gabinete para o Desenvolvimento do Setor Energético (GDSE) já garantiu que a Companhia de Eletricidade de Macau (CEM) vai “desenvolver todos os esforços para minimizar o impacto do tufão (…) e destacar mais pessoal para manter o serviço de fornecimento de energia elétrica”.

Também a Direção dos Serviços de Economia (DSE) afirmou já ter criado um mecanismo de comunicação com os 10 produtores e fornecedores de água engarrafada de Macau.

Em agosto do ano passado, o tufão Hato, o pior dos últimos 53 anos a atingir Macau, fez dez mortos, mais de 240 feridos e deixou um rasto de destruição na cidade, que sofreu interrupções no fornecimento de eletricidade e de água.