Em comunicado, o ministério revelou que já pediu informações às autoridades de Hong Kong e da província de Guangdong, no sul da China, sobre o paradeiro do funcionário, que foi detido quando regressava a Hong Kong, a partir da cidade fronteiriça de Shenzhen.

A imprensa britânica identificou o funcionário como Simon Cheng Man-kit.

Segundo a sua conta oficial no LinkedIn, Cheng trabalhava como diretor de investimentos e comércio na Scottish Development International, uma agência de investimento da Escócia, no Consulado Geral Britânico de Hong Kong.

O funcionário deslocou-se a Shenzhen para participar num evento de negócios, em Shenzhen, em 8 de agosto, mas nunca mais regressou a Hong Kong, apesar do seu regresso estar previsto para o mesmo dia.

As autoridades chinesas não comentaram ainda estas informações.

Segundo o jornal Financial Times, Cheng escreveu uma mensagem à namorada a pedir que rezasse por ele antes de ficar incontactável.

Hong Kong vive um clima de contestação social desencadeado pela apresentação de uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

No início do ano, a China deteve um empresário e um antigo diplomata canadianos, após a diretora financeira do grupo chinês das telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, ter sido detida em Vancouver, a pedido dos Estados Unidos, por suspeita de que a Huawei tenha exportado produtos de origem norte-americana para o Irão e outros países visados pelas sanções de Washington, violando as suas leis.

Ambos os cidadãos canadianos foram detidos por "prejudicarem a segurança nacional".

O Reino Unido e a China têm trocado algumas críticas, à margem dos quase três meses de protestos na antiga colónia britânica.

A China criticou já o secretário dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Dominic Raab, no início do mês, após este ter falado com a líder de Hong Kong, Carrie Lam, sobre os protestos, e pedido uma "investigação totalmente independente" à atuação da polícia, para reconstruir a confiança.

"É simplesmente errado que o governo britânico fale diretamente com a presidente do Executivo de Hong Kong para exercer pressão", afirmou então um porta-voz da diplomacia chinesa.

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