"África não pode continuar a ser referência mundial pelas piores causas como a corrupção, o nepotismo, clientelismo, violência e fraudes eleitorais", referiu Ossufo Momade, durante uma declaração alusiva ao Dia de África, que se assinala hoje.

O continente, prosseguiu, deve afirmar-se como palco de humanismo, boa governação e aversão à corrupção, como forma de impor os valores e princípios que levaram à luta contra a colonização e escravatura.

Ossufo Momade criticou ainda a falta de políticas de governação adequadas, frisando que essa ausência adia a satisfação dos interesses das populações.

"África continua a ver os seus filhos morrendo, nos seus países, por causa de uma simples malária, tuberculose, meningite, Ébola, subnutrição ou outras enfermidades", frisou.

O presidente da Renamo exortou os líderes da África Austral, região em que Moçambique está inserido, para que assumam um compromisso firme com a democracia multipartidária, criticando o "apadrinhamento de fraudes eleitorais".

"É momento de os líderes africanos perceberem e tomarem consciência de que legitimar um Governo ilegítimo é crime contra os povos, pois estrangula a sua vontade", referiu Ossufo Momade.

Os países do continente, prosseguiu, precisam de líderes íntegros, com capacidade para uma mudança de rumo que evite que África se torne "eternamente falhada".

"É altura de os africanos se beneficiarem das suas independências, porque só assim terá valido a pena expurgar o colonialismo e a escravatura", acrescentou o líder da Renamo.

O Dia de África assinala os 57 anos da criação da Organização da Unidade Africana (OUA).

Em maio de 1963, à medida que a luta pela independência do domínio colonial ganhava força, líderes de estados africanos independentes e representantes de movimentos de libertação reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para formar uma frente unida na luta pela independência total do continente.

Da reunião saiu a carta que criaria a primeira instituição continental pós-independência de África, a Organização de Unidade Africana (OUA), antecessora da atual União Africana.

A OUA, que preconizava uma África unida, livre e responsável pelo seu próprio destino, foi estabelecida a 25 de maio de 1963, que seria também declarado o Dia de África.

Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, que reafirmou os objetivos de "uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na cena mundial"

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