Este é o objectivo da candidatura de Abílio Kamalata Numa, apresentada no domingo em Lopitanga, na província do Bié, onde está sepultado o fundador da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), no lançamento da sua campanha eleitoral.

Kamalata Numa concorre com outros quatro candidatos à sucessão de Isaías Samakuva, na liderança desde 2003, a decidir no XIII congresso ordinário da UNITA, que se realizará entre 12 e 15 de Novembro, em Luanda.

Segundo o candidato, este congresso marca o fim de uma etapa política no partido e servirá para desencadear um novo ciclo, que responsabilizará a próxima liderança em dar maior celeridade ao movimento da mudança em Angola.

O general na reserva referiu que a ausência de uma resposta à pergunta de Jonas Savimbi sobre a capacidade de mobilização “tem adiado a transformação da UNITA em partido de Governo nestes 53 anos de luta de resistência, oposição e materialização do Projecto do Mwangay [princípios orientadores da UNITA], no âmbito do Pan-africanismo da Nova Ordem”.

Para o candidato, sem a resposta à pergunta que Jonas Savimbi colocou ao partido em 1983 e 1986, “continuarão a ser feitas promessas aos angolanos sem a capacidade de cumprir com o prometido”.

“Aqui está a chave do porquê da UNITA continuar ainda na oposição e também está a chave da fórmula de sucesso da vitória”, acrescentou.

De acordo com Abílio Kamalata Numa, sairá vencedor nesta eleição “só quem tiver competência em dar resposta a essa pergunta”.

Uma resposta que, segundo Numa, está no seu “projecto de sociedade, no trabalho, na disciplina e na vontade política dos quadros do partido em mobilizar os grandes números” do povo.

O candidato promete “capacitar” os militantes do partido com a criação de uma escola superior de quadros, para uma formação inspirada no pensamento do líder fundador ”num alinhamento com as melhores práticas nacionais e internacionais do mundo em geral e da África em particular, para uma nova ordem de cidadãos patriotas humanizados, trabalhadores e comprometidos com a paz”.

Abílio Kamalata Numa promete ainda, entre outras questões ligadas à sociedade e à vida interna do partido, capacitar a UNITA para escrever a sua história antes do fim do mandato.

Com Abílio Kamalata Numa estão na corrida à presidência da UNITA os candidatos Alcides Sakala, Adalberto da Costa Júnior, Raul Danda e José Pedro Kachiungo.

A UNITA convocou para hoje uma conferência de imprensa para anunciar o apuramento dos processos de candidatura à presidência do partido.

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