Entretanto, juristas dizem que a interferência da justiça começa na indicação dos próprios juízes.

“Não deve o poder político interferir na justiça colocando em causa a independência dos tribunais depois de ganhos obtidos pelo país, o MPLA está proibido de passar mensagem desencorajadoras”, disse Lourenço na reunião daquele órgão do partido no poder que fez uma análise da situação económica de Angola.

Leitura diferente tem o jurista Salvador Freire, presidente associação Mãos Livres que alerta para a existência na prática de interferência no sistema de justiça, mas aplaude a ideia de João Lourenço em não mais interferir na justiça.

Já o também jurista Pedro Kaprakata entende que a interferência do poder político na justiça começa logo na indicação dos juízes e por isso não acredita nas declarações do presidente do MPLA.

“Se o juiz é nosso, nós não precisamos mais dar corda, basta ver a origem dos próprios juízes”, justificou.

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