Foi na sexta-feira passada, 5 de Agosto, que José Maria dos Santos foi exonerado do cargo de governador de Luanda. Fala-se que na origem da exoneração estará a concessão de um terreno.

O assunto ainda faz correr alguma tinta nos jornais e todos questionam o que terá acontecido para que José Maria dos Santos fosse demitido oito meses depois de empossado.

O jornal O País fala em intrigas, terrenos, erros politicos e más companhias, resumindo o insucesso de José Maria dos Santos em "descuido politico", devido a "algumas falhas cometidas que terão causado problemas no seio do MPLA e do Executivo central".

Segundo o Novo Jornal, “o clima adensou-se depois de ter sido denunciada a utilização abusiva do nome do Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Carlos Feijó”, num negócio entre o jurista Lazarino Poulson, associado à Jatália e o ex-governador, que poderia “culminar na extorsão de 25 milhões de dólares de comissão à Esciendo, uma empresa israelita detentora de um terreno destinado a um projecto imobiliário”, escreve aquele jornal.

Contudo, lê-se no Jornal de Angola  que a decisão desta exoneração, “de acordo com o documento (comunicado do Executivo), resulta da necessidade de se materializar um conjunto de tarefas administrativas e institucionais, a adequação das funções dos governos provinciais e municipais, atendendo à realidade imposta pela recente aprovação da Lei sobre a Alteração da Divisão Político-Administrativa das Províncias de Luanda e do Bengo”.

No mesmo comunicado está nomeado como governador interino, Graciano Domingos, que terá como função tratar da gestão corrente do Governo Provincial de Luanda (GPL), tendo em conta as novas alterações que o Executivo prevê.

José Maria Ferraz dos Santos, que anteriormente ocupava o cargo de vice-governador do Kuando Kubango, foi o governador que menos tempo esteve no GPL (Novembro de 2010 a Agosto de 2011).

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