Na mensagem de felicitações enviada hoje ao Presidente de Timor-Leste, Francisco Guterres Lu-Olu, assinalando o 18.º aniversário da restauração da independência daquele país, o chefe de Estado angolano lembrou a ligação entre os dois países “por uma história comum de luta contra o domínio estrangeiro”.

“Sabemos, por isso, o valor da liberdade, na base da qual lhe expresso o desejo de realizarmos esforços comuns no sentido do aprofundamento dos laços de amizade, de solidariedade e de cooperação, existentes entre os nossos dois países e governos”, realçou João Lourenço.

O Presidente de Angola prestou ainda “uma homenagem ao povo timorense, que se bateu valorosamente pela conquista da sua dignidade e soberania”.

“[São] fatores incontornáveis no processo de construção das bases sobre as quais assentam o progresso e o desenvolvimento de Timor-Leste”, acrescenta a nota divulgada hoje.

Anexada pela Indonésia em 1975, a antiga colónia portuguesa lutou contra o domínio de Jacarta até 1999, quando num referendo a esmagadora maioria da população escolheu a independência em vez da autonomia proposta pelo Governo indonésio.

Como retaliação, milícias armadas pró-indonésias destruíram quase todos os edifícios do território e semearam o terror, levando à intervenção de uma força internacional (INTERFET), chefiada pela Austrália.

Timor-Leste foi administrado por um representante do secretário-geral da ONU, Sérgio Vieira de Mello, até 20 de maio de 2002, dia em que os eleitos locais assumiram a governação, constituindo-se formalmente o mais novo país do mundo.

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