Um avião da companhia angolana proveniente da China aterrou no domingo na capital, com 30 toneladas de materiais diversos de biossegurança e de outros meios de prevenção e combate à pandemia.

A interrupção unilateral do contrato com a Ethiopian Airlines deveu-se ao fato daquela companhia ter sido utilizada “por entidades privadas alheias ao contrato, de parte da capacidade das aeronaves fretadas por Angola, para trazer os meios”, disse, na altura, a Comissão Multissectorial para a Prevenção e Combate à COVID-19.

Este órgão não revelou, entretanto, a identidade das figuras envolvidas no “esquema”, mas o Presidente da República mandou instaurar uma sindicância para aferir o envolvimento da comissão ou não no negócio.

João Lourenço não só ordenou a suspensão do contrato com a Ethiopian Airlines e a sua substituição pela companhia nacional, como também mandou confiscar as mercadorias transportadas a custo zero.

Analistas da VOA admitem o envolvimento na 'negociata' de empresas detidas por chineses e por empresários angolanos de elite, que se terão aproveitado do programa governamental de fornecimento de material de biossegurança a favor das suas empresas.

O jornalista Alexandre Solombe diz que o “escândalo resulta da luta pela oportunidade de negócio, por parte de alguma figuras dentro da comissão multissectorial”, aproveitando-se dos esforço do Governo para combater a pandemia.

Por seu turno, o analista Ilídio Manuel acrescenta que o resultado deste inquérito tem de ser divulgado por se tratar de “um teste à governação de João Lourenço”.

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