De acordo com o balanço divulgado pelo canal público NHK, uma pessoa morreu na região de Shiga e cinco faleceram em Osaka.

O tufão Jebi é o 20º da temporada na Ásia e afetou o Japão com tempestades e rajadas de ventos que alcançaram 220 km/h em alguns pontos.

As autoridades pediram a vários moradores que abandonassem suas casas em áreas inundadas ou que poderiam ser atingidas pelo fenómeno. Recomendaram a quase 1,2 milhão de habitantes que procurassem abrigos e 16.000 receberam ordem de saída, mas a medida não é obrigatória.

Apesar do número reduzido de vítimas até o momento, o tufão provocou danos materiais consideráveis.

Um petroleiro ficou retido sob uma ponte que leva ao aeroporto internacional de Kansai, perto de Osaka (oeste). Este aeroporto, construído sobre o mar, foi inundado e foi fechado depois de o subsolo e as pistas serem dominados pela água.

A NHK informou que vários passageiros ficaram presos no terminal.

Imagens de televisão mostraram andaimes destruídos pelo vento, árvores no chão, vitrinas de lojas quebradas, postes tombados, ruas inundadas, camiões virados e o mar agitado em todas as direções.

O sistema de transporte foi muito afetado e várias companhias aéreas cancelaram quase 800 voos por precaução.

Além disso, várias linhas de comboios suspenderam as viagens, incluindo os de alta velocidade Shinkansen, que fazem o trajeto entre Tóquio e Osaka e que transportam centenas de milhares de passageiros todos os dias. Em Quioto, uma parte do teto da estação ferroviária desabou com a passagem do tufão.

As grandes lojas de departamento da região de Osaka decidiram fechar as portas.

Várias grandes empresas do país, incluindo Toyota, Honda e Panasonic, suspenderam a produção, enquanto outras pediram aos funcionários que ficassem em casa. As escolas também suspenderam as aulas nesta terça-feira.

Mais de 1,4 milhão de residências e edifícios ficaram sem energia elétrica, de acordo com a imprensa.

O primeiro-ministro Shinzo Abe convocou uma reunião de emergência para monitorizar a situação de crise.

Com ventos de entre 160 e 190 km/h na parte central (além de rajadas de até 220 km/h), Jebi entra na categoria "muito potente", "o mais potente desde 1993", afirmou à AFP Ryuta Kurora, diretor da agência nacional meteorológica.

O Japão foi afetado duas vezes por tufões muito fortes, em 1991 e em 1993.

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