É um impasse político inédito em Israel. “Pela primeira vez na história de Israel”, de acordo com o presidente do país, nenhum candidato conseguiu formar governo, dois meses depois das segundas legislativas num ano. Por isso, o chefe de Estado incumbiu, hoje, o presidente do Parlamento de encontrar um primeiro-ministro entre os deputados.

A Assembleia tem 21 dias [até 11 de Dezembro] para apresentar um nome aprovado por uma maioria de, pelo menos, 61 deputados e assim impedir as terceiras legislativas no espaço de um ano.

Como os líderes dos partidos mais votados não conseguiram formar governo, o primeiro-ministro cessante Benjamin Netanyahu, do conservador Likud, e Benny Gantz, da oposição, vão agora tentar angariar o apoio do maior número de deputados.

Benjamin Netanyahu é apoiado por um bloco de 54 deputados, entre os do seu partido, os aliados da ultra-direita e dos partidos ultra-ortodoxos.

Benny Gantz tem o apoio do centro-esquerda e dos deputados árabes israelitas.

Esta quinta-feira, Benjamin Netanyahu disse ao seu rival para fazerem “um último esforço” para formar um governo de união nacional. Mas Benny Gantz não quer partilhar o poder com alguém visado pela justiça e que pode vir a ser acusado formalmente de desvio de fundos, abuso de confiança e suborno. Por sua vez, Netanyahu não quer partilhar o cargo de chefe de Governo para poder invocar imunidade política no caso de os processos judiciais avançarem. Mas se os casos forem arquivados, Netanyahu pode vir a contar com o apoio de deputados até agora reticentes…

E agora?” Ninguém sabe porque isto nunca aconteceu antes”, resumiu, hoje, o jornal Yediot Aharonoth.

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