A notícia é avançada nesta sexta-feira, 31, pelo jornal português Expresso, que garante ter havido as primeiras reuniões entre as duas partes.

Esta mudança de atitude de Isabel dos Santos, que no início optou pela confrontação, tendo acusado o Governo de João Lourenço de perseguição, deve-se, segundo uma fontes familiar, à pressão que o antigo Presidente, José Eduardo dos Santos, estará a exercer sobre a filha para que “deixe de se expor na comunicação social e evite o extremar de posições para salvar os seus activos em Angola”.

Ainda de acordo com o mesmo jornal, o PGR, Hélder Pitta Gróz, reconheceu que “é um sinal ainda ténue”, mas tudo pode acontecer.

“Até pode ser que nem venha a haver acção principal, pois, se ela confessar a dívida, apurar os valores e pagar, o arresto cai e não haverá lugar a crime”, sustentou um renomado jurista do MPLA, que pediu para não ser identificado.

O caso que leva Isabel dos Santos a negociar com a justiça angolana prende-se com o arresto dos bens dela, do marido e do antigo presidente do Banco Fomento de Angola (BPA), no valor de 1,13 milhões de dólares, decretado a 30 de Janeiro de 2019.

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