Em entrevista à VOA, Santos diz que o Lourenço dedicou sempre as melhores palavras ao pai, José Eduardo dos Santos, mas, depois de assumir o poder, decidiu que há uma família que deve ser condenada por tudo o que passou em Angola.

“Penso que o Presidente João Lourenço fez uma escolha selectiva para a sua luta contra a corrupção. Eu apoio o combate à corrupção, mas o que eu condeno é a forma selectiva que escolheu apenas para suportar a sua campanha”, aponta a empresária.

Isabel dos Santos peda respeito pelos privados e lembra que nunca trabalhou para o Estado, ao contrário do que acontece com João Lourenço, que foi governador, secretário-geral do MPLA e ministro da Defesa.

E faz um paralelismo sobre contratos.

“Ele criticou o Presidente Dos Santos por contratos sem licitações, mas desde 2017 até agora, o Presidente João Lourenço tem problemas com mais de 50 contratos no valor superior de três mil milhões de dólares sem licitação”, aponta a empresária.

Isabel dos Santos reitera que a decisão do Tribunal Provincial de Luanda do passado dia 30 de congelar os seus bens e contas é parte de uma agenda da campanha para a eleição do presidente do MPLA, que acontece nos próximos 12 meses.

Ela ainda refutou todas as acusações feitas no tribunal e reafirmou que milhares de pessoas podem podem estar em risco de perder empregos.

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