Num comunicado de imprensa, o Ministério do Interior refere que tem acompanhado com atenção, os conflitos internos que ocorrem no seio da igreja, baseados em acusações às suas lideranças em Angola, por atos que poderão ser considerados como infrações criminais a luz da lei penal vigente, dando assim lugar a abertura de processo-crime que corre os seus termos no Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Depois da denúncia em novembro de 2019, a nota realça que nos últimos dias ocorreram novos factos nos templos da IURD, que consistiram na tomada do controlo das instalações, “com recurso a força, ameaças de morte, ofensas corporais e uso de armas de fogo”.

De acordo com o comunicado, estes atos constituem crime no ordenamento jurídico angolano, porquanto, as autoridades do SIC instauraram um novo processo-crime para aferir a imputação objetiva da responsabilidade criminal dos seus autores”.

Enquanto decorrer o respetivo processo-crime, salienta a nota, as autoridades do Ministério do Interior apelam as partes em conflito a não realizarem atos que configurem infração em sede da legislação vigente, bem como a respeitarem os trâmites legais dos processos que correm curso nas instâncias judiciárias, sob pena de serem aplicadas outras medidas previstas na lei.

Bispos e pastores angolanos e brasileiros na direção da IURD estão de costas viradas desde novembro de 2019, quando o grupo de mais de 300 pastores nacionais subscreveu um manifesto, no qual denunciam a gestão brasileira de cometerem vários crimes, nomeadamente evasão fiscal, branqueamento de capitais, práticas racistas e outras que atentam com contra os hábitos culturais de Angola, como obrigar os pastores a fazer vasectomia.

Depois da abertura de processos-crimes, anunciadas pela Procuradoria-Geral da República de Angola, em dezembro do ano passado, a situação conheceu novos desenvolvimentos no dia 22 deste mês, altura em que os pastores angolanos tomaram a direção da igreja dos seus irmãos brasileiros, por continuarem a verificar as mesmas práticas que vêm denunciando.

Num direito de resposta, a direção brasileira rejeita a informação de que a IURD está a ser liderada por uma ala angolana ou uma ala brasileira, sublinhando que se trata de “uma instituição mundial, dirigida pelo espírito de Deus e com o conselho de direção constituído legalmente”.

“O que temos visto são atos criminosos, beirando ao terrorismo, além da inércia de algumas autoridades competentes”, considera a ala brasileira.

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