O balanço ainda provisório já é de 832 mortos, com tendência para aumentar, pois, ainda há muitas pessoas bloqueadas na zona sinistrada.

Como previsto, o balanço ainda provisório das vítimas do sismo e do tsunami de sexta-feira na Indonésia, aumentou, para 832 mortos e centenas de feridos e desaparecidos, segundo as autoridades indonesianas.

Centenas de vítimas continuam bloqueados sob os escombros das zonas sinistradas do que restou da cidade de Palu na ilha de Celebes pelo que os serviços de socorro e protecção civil temem um aumento do número de mortos.

A região de Donggala está cortada do mundo, depois da destruição das vias de comunicação, nomeadamente, estradas, telecomunicações, electricidade e água.

O chefe de Estado indonesiano, Joko Widodo, deslocou-se à região sinistrada, tendo visitado um complexo residencial destruído pelo sismo e apelou a população à paciência.

“Eu sei que há numerosos problemas que devem ser resolvidos num curso lapso de tempo, nomeadamente, as comunicações, declarou o Presidente da Indonésia.

Mas réplicas do sismo continuam a sacudir a região 48 horas depois pelo que a população local é apelada para se manter em lugares mais protegidos longe da zona sinistrada.

É que houve alguma negligência por parte das pessoas e das autoridades logo a seguir aos primeiros sinais do sismo seguido horas depois do tsunami, mas as pessoas permaneceram nas zonas de perigo, não respeitando os alertas que também não foram muito claros ou demoraram a ser dados.

De qualquer maneira, a situação é ainda muito grave, apesar do trabalho gigantesco das operações de socorro dos serviços da protecção civil, reforçados por forças militares.

A Indonésia ainda não apelou à ajuda internacional, mas já há vários países, como a França, que se mostraram disponíveis para ajudar.

Entre as centenas de mortos indonesianos e desaparecidos, há 3 franceses que ainda são dados como desaparecidos, assim como 1 sul-coreano e 1 malaio.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, exprimiu hoje a sua tristeza e sua solidariedade com a Indonésia. Num comunicado divulgado pelo Eliseu, o presidente afirma que a “França está pronta para ajudar  em colaboração com as autoridades indonesianas”.

Recorda-se que milhares de casas, hospitais, hotéis, centros comerciais, estradas, pontes e a principal autoestrada da cidade de Palu, ficaram destruídos durante o sismo e o tsunami que se abateram sobre a ilha de Celebes, a 300 quilómetros a leste de Borneo, a 600 quilómetros a sul das Filipinas.

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