“O incêndio no Almirante Kouznetsov foi extinto por volta das 08:00 (05:00 em Lisboa) de hoje. No momento, o comité responsável por estabelecer as causas do incêndio e as suas consequências está a trabalhar no navio”, afirmou Alexei Rakhmanov, presidente da empresa estatal russa United Shipbuilding Company (USC), à agência de notícias Ria Novosti.

Anteriormente, um membro dos serviços de emergência disse à agência de notícias oficial TASS que o incêndio havia sido extinto por volta das 05:00 (locais), acrescentando que “o incêndio afetou cerca de 500 metros quadrados”.

Uma pessoa morreu, outra está desaparecida e pelo menos dez ficaram feridas no incêndio que atingiu o único porta-aviões da frota russa, originalmente planeado para estar ao serviço até 2021.

O marinheiro que morreu era um membro das forças armadas que estava envolvido nas operações para apagar o fogo.

“A busca por um oficial continua”, acrescentou a Frota do Norte da Rússia, à qual o porta-aviões está integrado, em comunicado enviado na quinta-feira à noite às agências de notícias russas.

O porta-aviões Almirante Kouznetsov, que não usa energia nuclear, passa por trabalhos de reparação e manutenção desde 2017 e está ancorado no porto da cidade de Murmansk, no norte do país.

O futuro do porta-aviões é incerto. Segundo uma fonte próxima ao Ministério da Defesa russo, citada pelo diário Vedomosti, o trabalho de reparação durará pelo menos mais um ano por causa do incêndio.

De acordo com o estaleiro Zvezdotchka, de propriedade da USC e responsável pelas obras, o incêndio começou por volta das 10:00 da manhã de quinta-feira (locais), durante operações de soldagem em um compartimento elétrico.

Uma faísca caiu sobre um tanque contendo óleo combustível, disse Rakhmanov. Foi aberta uma investigação sobre possíveis violações de segurança.

Foi o segundo incidente em pouco mais de um ano no Almirante Kouznetsov. Um guindaste de quinze metros desabou em outubro de 2018 na ponte do navio, desligando as bombas e afundando a doca flutuante – a única do tipo na Rússia – na qual o porta-aviões estava atracado.

Em serviço desde 1990, o Almirante Kouznetsov foi destacado nos últimos anos no Mediterrâneo como parte da intervenção russa na Síria.

O navio não havia se beneficiado de grandes reparações desde 1997. Cada um dos seus problemas reaviva na Rússia o debate sobre a construção de um segundo porta-aviões, até então adiado por razões financeiras.

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