"O PAIGC está incrédulo pela forma como a AFP e a RFI (serviço em francês) estão a tratar a notícia na Guiné-Bissau", afirmou Óscar Barbosa, porta-voz do PAIGC e também membro do bureau político e do secretariado nacional.

Óscar Barbosa referia-se a uma série de notícias divulgadas pela imprensa francesa em Bissau, reproduzidas internacionalmente, que indicam que Umaro Sissoco Embaló foi considerado vencedor das eleições presidenciais pelo Supremo Tribunal de Justiça.

"Não há um vencedor e a imprensa francesa está ao serviço do Senegal", lamentou Óscar Barbosa.

O Supremo Tribunal de Justiça guineense decidiu, sobre o contencioso eleitoral apresentado pelo candidato Domingos Simões Pereira, que alega que houve fraude eleitoral na segunda volta das presidenciais, que sem a ata de apuramento nacional dos resultados não pode analisar o "mérito da causa" e ordenou à Comissão Nacional de Eleições (CNE) que cumprisse com o procedimento previsto na lei eleitoral.

Em resposta ao Supremo Tribunal de Justiça, a CNE disse que a ata de apuramento nacional estava feita, mas que carecia de assinaturas.

A CNE reuniu em sessão plenária para assinar a ata de apuramento nacional, tendo estado presentes 18 pessoas, 10 das quais assinaram a ata, que foi, segundo fonte daquele organismo, ainda ontem enviada para o Supremo Tribunal de Justiça.

Depois deste procedimento, o PAIGC tem 48 horas, segundo a lei eleitoral, para entrar com um processo no âmbito do contencioso eleitoral.

Segundo um jurista contactado pela Lusa, o Supremo Tribunal de Justiça pode também decidir continuar a analisar o processo de contencioso anterior tendo recebido a ata de apuramento nacional, que exigiu que fosse entregue.

Os resultados provisórios divulgados pela CNE a 01 de janeiro indicam que Umaro Sissoco Embaló obteve 53,55% e Domingos Simões Pereira 46,45%.

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