Na Guiné-Bissau, reabriu, esta sexta-feira, o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), em cumprimento do despacho do Ministério Público datado desta quarta-feira.

O Ministério Público da Guiné-Bissau levantou a suspensão aos trabalhos no GTAPE, mas permanecerá a assistir e a fiscalizar o processo.

O GTAPE tinha sido encerrado pelo Ministério Público, a 5 de Dezembro, por suspeita de irregularidades denunciadas por este órgão, pelo PRS (segundo maior partido que integra o Governo) e por mais de 20 pequenos partidos. Deverá, agora, ser feita uma auditoria aos ficheiros eleitorais para detectar alegadas fraudes.

A ordem do Ministério Público tinha sido para suspender todas as actividades do recenseamento eleitoral e para a polícia não permitir o acesso de ninguém às instalações do Gtape, órgão de administração técnica das eleições.

O encerramento levou à suspensão do recenseamento eleitoral, numa altura em que estavam recenseados cerca de 95% dos quase 900.000 potenciais eleitores.

Para o director do GTAPE, Cristiano Na Betam, trata-se de tempo perdido, mas perfeitamente recuperável ainda mais com cerca de 95 por cento de potenciais votantes já registados.

A ordem de reabertura da sede do Gtape aconteceu um dia depois de a delegação ministerial da CEDEAO se ter reunido com o Procurador-Geral da República, Bacari Biai.

Mesmo com a polícia e soldados da Ecomib à porta, a sede do Gtape, em Bissau, está aberta desde as primeiras horas desta sexta-feira.

O primeiro-ministro, Aristides Gomes, garantiu que o Governo irá declarar brevemente o fim do recenseamento e vai apresentar ao chefe de Estado diferentes “simulações” para que este decrete a data das legislativas.

Segundo a missão de alto nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que esteve esta semana na Guiné-Bissau, as eleições deverão ocorrer antes do final de Janeiro de 2019 e o Presidente da República deve anunciar a data antes da cimeira de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, a 22 de Dezembro.

A Guiné-Bissau deveria ter realizado eleições legislativas a 18 de Novembro, mas dificuldades na preparação do processo, nomeadamente atrasos no recenseamento eleitoral, levaram ao adiamento do escrutínio que ainda não tem data marcada.

Oiça aqui a reportagem do nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.

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