Gomes Júnior é o primeiro candidato a entregar o seu pedido de validação a esta instância judicial, e avança sem apoio de qualquer partido politico.

O analista politico Rui Landim diz que o facto de Gomes Junior ter sido presidente do PAIGC por mais dez anos “dá-lhe alguma vantagem e algum capital. Agora há que analisar a forma como o Carlos Gomes Júnior deixou o poder.”

Carlos Gomes Júnior é suspeito de assassinatos políticos, quando era chefe do governo, o que para o analista Rui Landim vai ser usado pelos seus adversários políticos na campanha eleitoral.

“Depende da forma como ele vai defender e esclarecer as coisas. Durante todo este tempo nunca se deu o trabalho para explicar o que aconteceu,” diz Landim.

Por sua vez, o jornalista da rádio pública guineense Bacar Camará não vê possibilidades favoráveis para Gomes Júnior, sem ter, ao seu lado, a máquina politica do PAIGC.

Ele diz que Gomes Júnior “não respeitou os estatutos do partido, que serviu de base para afastar, no passado, algumas figuras do partido, como o ex-presidente de transição, Serifo Nhamadjo, e voltou sem respeitar as regras que defendia no passado, declarando-se como candidato independente”.

Camará entende que “perante esta situação, o eleitorado do PAIGC não vê isso como uma boa lição”.

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