O ministro da Defesa boliviano, Javier Zavaleta, afirmou que o Presidente Evo Morales, que é constitucionalmente o capitão geral das Forças Armadas, deu ordens para que os militares não saiam às ruas.

“Nenhum militar vai às ruas de qualquer cidade do país”, afirmou Zavaleta, que reconheceu que houve um motim policial na cidade de Cochabamba, mas garantiu que relatos de revoltas policiais semelhantes em outras zonas do país se tratam de “rumores”.

Grupos de cidadãos reuniram-se em frente às delegacias da polícia e quartéis militares em várias regiões da Bolívia para pedir o seu apoio.

O líder cívico Luis Fernando Camacho exortou os militares, através do Twitter, a “apoiar a cidadania mobilizada”.

Camacho tornou-se o principal opositor de Evo Morales exigindo que o Presidente boliviano renuncie ao cargo devido a uma suposta fraude eleitoral nas eleições de 20 de outubro.

Os protestos duram há mais de duas semanas na Bolívia, depois da oposição e movimentos civis terem denunciado fraudes na contagem dos votos a favor do Presidente, que a comissão eleitoral deu como vencedor para cumprir um quarto mandato.

Os comités da oposição não reconhecem a vitória e exigem a renúncia de Evo Morales e a repetição do escrutínio.

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