As declarações polémicas de Emmanuel Macron, este sábado em Paris no Salão da Agricultura, não foram bem recebidas pelo Governo camaronês que afirmou querer continuar a ser dono do seu futuro.

A reacção dos Camaroneses não se fez esperar. O Governo, além de querer controlar o seu futuro, afirmou que não houve 23 pessoas mortas no norte do país, incluindo 15 crianças. Segundo as autoridades do país, morreram 5 cidadãos, uma mulher e quatro crianças, num incêndio provocado pelos disparos entre as forças governamentais e rebeldes a 14 de fevereiro.

O Alto Comissariado dos direitos humanos da ONU assegura que o balanço é mais pesado e foi nesse âmbito que o Presidente Emmanuel Macron afirmou que a violação dos direitos humanos nos Camarões “era inadmissível”, e que iria ligar para o Presidente camaronês Paul Biya para colocá-lo sob “pressão” para que a situação fosse resolvida nas províncias anglófonas.

Declarações que provocaram manifestações junto à Embaixada francesa em Yaoundé e onde os manifestantes gritavam que “os Camarões é um Estado soberano e independente desde 1960”.

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