A democrata Michelle Lujan Grisham, que assumiu o cargo a 1 de Janeiro deste ano, afirmou, através de comunicado divulgado na última terça-feira, que "não se prestará à farsa presidencial de alarmismo fronteiriço fazendo mau uso" dos soldados norte-americanos.

"Repudio o argumento federal de que existe uma assoladora crise de segurança nacional na fronteira sul, ao longo da qual se encontram algumas das comunidades mais seguras do país", vincou.

Entretanto, o presidente Donald Trump insiste na construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, uma antiga promessa de campanha, naquele que seria, no seu entender, o primeiro passo para solucionar o que chama de crise humanitária na região.

Ao longo dos mais de três mil quilómetros de fronteira, já foram deslocados cerca de 4.500 soldados. Esse número inclui 2.100 membros da Guarda Nacional, vindos de diferentes estados fronteiriços, os quais operam na zona sob pedido de Trump, com o objetivo de auxiliar as equipas de patrulha fronteiriça.

O Novo México tem 94 soldados da Guarda Nacional mobilizados na fronteira e 24 de outros estados, sendo que a governadora ordenou que todos eles se retirassem.

"Deslocaremos os nossos homens e mulheres de uniforme apenas quando for necessário e quando a sua presença puder marcar uma verdadeira diferença, para garantir a segurança pública e aliviar as preocupações humanitárias na nossa fronteira meridional", frisou.

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