A partir de hoje, a hidroxicloroquina deixa de poder ser administrado a pacientes gravemente afectados pela Covid-19 e durante os ensaios clínicos.

A decisão do governo francês suspender o decreto que autorizava a hidroxicloroquina, medicamento controverso no tratamento da Covid-19, surge após a publicação de duas recomendações nesse sentido.

O Alto Conselho para a Saúde Pública, solicitado pelo ministro francês da Saúde, recomendou «a não utilização da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19», limitando o uso do medicamento aos ensaios clínicos autorizados.

Por seu lado, a Agência Francesa de Medicamentos tinha anunciado a suspensão «por precaução» dos ensaios clínicos de hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19.

Riscos e ineficácia

Estes pareceres foram seguidos à publicação de um artigo na revista de medicina The Lancet, sobre um estudo que apontava para os riscos e ineficácia do medicamento nos pacientes com Covid-19. A própria Organização Mundial da Saúde tinha suspendido, por precaução, na segunda-feira, os ensaios clínicos que estava a realizar com a hidroxicloroquina em diversos países.

Em França, além de ser utilizada em ensaios clínicos, a hidroxicloroquina podia ser administrada a doentes hospitalizados, mas apenas em situações graves. O Tratamento é defendido pelo polémico professor Didier Raoult que já veio criticar os resultados do estudo publicado pela revista The Lancet.

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