A França reforça as suas forças da operação Barkhane, no Sahel, com 600 militares suplementares, passando de 4.500 para 5.100 hommes até o fim deste mês, para combater os jiadistas cada vez mais violentos naquela zona africana.

Paris cumpre assim a concretização militar da vontade da França de reverter a seu favor a relação de forças no terreno do Sahel oeste-africano.

“O essencial dos reforços estará na zona das três fronteiras, Mali, Burkina Faso e Níger”, indicou hoje um comunicado da Ministra dos Exércitos, Florence Parly.

A ministra sublinha ainda no comunicado que “uma parte dos reforços ficará operacional no seio das forças do G5 Sahel para acompanhar nos combates.” O G5 Sahel é formado pelo Níger, Mali, Burkina Faso, Chade e Mauritânia.

Os 600 soldados suplementares, de terra, serão acompanhados duma centena de blindados pesados e ligeiros e de material logístico, operacionais até ao fim deste mês, disse uma fonte militar à agência noticiosa francesa AFP.

França quer neutralizar força dos jiadistas na região

Recorda-se que os grupos jiadistas multiplicaram nos últimos meses os seus ataques na zona alimentando uma insegurança crónica para os civis e provocando pesadas perdas locais.

Mesmo a França, perdeu 13 soldados em novembro num acidente entre 2 helicópteros em combate.

Desde entao, Paris querem imprimir uma nova dinâmica a um dispostivo que os seus detractores acusam de estar a sofrer derrotas para além de suscitar críticas no seio das opiniões africanas.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, que na cimeira com os países do G5 Sahel de Pau, no sudoeste da França, prometeu um reforço de 220 soldados, aumentou esse número para 600 para a missão Barkhane.


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