A França prepara-se para homenagear os 13 militares que morreram num acidente na noite de segunda-feira no Mali, numa  operação contra jihadistas.

E isto numa altura em que se multiplicam as perguntas acerca dos limites da intervenção francesa no Sahel.

François Hollande, antigo presidente francês, que esteve na origem da operação militar que daria origem à Barkhane, afirma que sem esse dispositivo todo o Mali teria sido ocupado por extremistas islâmicos.

Se não tivesse existido a operação que eu próprio desencadeei a 11 de Janeiro de 2013 teria sido todo o Mali a ser ocupado pelos terroristas islamitas… E não apenas o Mali, mas toda a África ocidental teria sido desestabilizada dessa maneira !

E se hoje não houvesse a operação Barkahe estas forças terroristas que, não obstante terem registado perdas significativas, continuariam a agir e ameaçariam a segurança de toda a África ocidental.

Vêmo-lo perfeitamente na actualidade, com o Mali, mas também com o Burkina Faso e o Niger e a Nigéria com atentados terroristas a ocorrerem.

Devemos por isso apoiar as forças militares desses países, devêmo-los acompanhar para que eles possam levar a cabo esta batalha, esta guerra contra o terrorismo islamita !

E esta guerra penso e estou convencido de que será vencida.”

Por seu lado o chefe de Estado maior general das forças armadas, general François Lecointre, admitia hoje à rádio France Inter que nunca existiria “uma vitória definitiva” contra os jihadistas.

Para este responsável este caso infeliz não poderia por em causa o envolvimento de Paris no compromisso francês na luta contra o terrorismo.

São várias as vozes que se levantaram em França contra a prossecução deste dispositivo (Operação Serval lançada em Janeiro de 2013, seguida da Barkhane em Agosto de 2014), como foi o caso da França Insubsmissa, partido de extrema esquerda.

O terrorismo parece não ter fim à vista no Mali e países limítrofes. E isto não obstante as autoridades de Bamaco terem assinado em 2015 com os revoltosos que se ergueram contra o poder central três anos antes.

Um diálogo nacional suposto ser inclusivo foi também encetado: a crise dura há décadas, mas agravou-se nos últimos anos com alguns analistas a exprimirem reservas quanto à viabilidade da manutenção do próprio Estado do Mali.

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