“Itália estende  políticas de quarentena aos comércios não alimentares. Em França, a tensão começa a subir nos hospitais, com o aumento de doente, começa-se a questionar se número publicados são reais. E pelos vistos é  consensual: entre todos os partidos, o governo francês não quer adiar as eleições autárquicas deste domingo. O ministro da educação teima em aplicar um plano dirigido a cada região em vez de um fecho total das escolas, mas a lista de estabelecimentos escolares encerrados não pára de aumentar. Os franceses começam a armazenar comida em casa”, descreve o jornal Le Monde.

Por seu lado o conservador Le Figaro aponta que “a Europa tenta coordenar uma resposta sanitária e económica à crise”.

Em editorial, “kit de primeiros socorros” , escreve Jacques Olivier Martin. “A Europa está doente! Ursula Von der Leyne está desprovida. Em matéria de políticas sanitárias e luta contra epidemias, os europeus não construíram grande coisas nos últimos cinquenta anos, apenas um centro de prevenção e de controlo de doenças instalado na Suécia depois do sras. A União Europeia preparou-se melhor para cuidar da economia dos Estados membros do que dos próprios cidadãos europeus”.

O continente africano também reforça medidas de quarentena para cidadãos provenientes de países que registam elevados números de contaminados como é o caso da França Itália e China. Em África foram registados 117 casos, duas mortes, o continente tenta evitar a todo o custo a importação do coronavírus. O continente africano têm sistema de saúde com muitas falhas e vê-se obrigado a reforçar medidas para as entradas no continente até encontrar um tratamento para o covid-19, lembra Le Monde.

Emmanuel Macron dirige-se esta noite ao país. “O nível três já chegou aos hospitais, a tensão aumenta e o executivo francês quer a todo o custo evitar o pânico. As autoridades anunciam todos os dias novos casos para responsabilizar as pessoas sem criar alarmismos”, resume o director de um hospital no vespertino Le Monde.

O católico La Croix escreve “o momento da verdade”. Emmanuel Macron dirige-se esta noite aos franceses e fala pela primeira vez do COVID-19. Aguardam-se as palavras o Presidente francês para saber se as eleições de domingo se mantêm perante cenário.

Três mulheres para uma capital: “municipais em Paris um duelo a três”, titula o esquerdista Libération. O trio das cabeças-de-lista frente a frente num clássico entre a esquerda de Anne Hidalgo e a direita partilhada de Agnès Buzyn e Rachida Dati.

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