Em França, segundo o ministro da educação Jean-Michel Blanquer, 86% das escolas primárias e infantários deverão reabrir até à próxima sexta-feira, mas sujeitas a um protocolo estricto, que os professores têm a difícil tarefa de fazer respeitar, são os chamados “gestos barreira” ou medidas de “distanciamento social”.

As escolas primárias e infantários abrem com no máximo de 15 alunos em cada sala de aula e em sistema de alternância semanal de metade dos alunos, com a outra metade em telensino, com prioridade para os filhos de pessoal médico, as crianças deficientes, os alunos em dificuldade escolar e os filhos de pais sem possibilidade de os manter em casa.

É obrigatória a lavagem de mãos à entrada das escolas e infantários, os locais deverão ser arejados, o chão desinfectado pelo menos uma vez por dia, utilização obrigatória de máscaras pelo pessoal e terá que ser respeitada a distância social de um metro entre cada mesa ou carteira.

A decisão de abertura ou não, cabe em última instância aos governadores civis, em articulação com os autarcas, directores de escolas, infantários e associações de pais.

Mas alguns autarcas, sindicatos de professores e de encarregados de educação, denunciam condições de segurança insuficientes e recusam ou abrir as escolas e/ou infantários, ou no que diz respeito aos pais enviar os seus filhos para a escola, o que legalmente é uma decisão voluntária de cada agregado familiar.

Segundo uma sondagem efectuada pelo gabinete Harris, 82% dos professores manifestam-se “preocupados” com esta abertura considerada por eles “precoce e precipitada”, submetida a um caderno de encargos de 60 páginas, com recomendações em termos de segurança sanitária.

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