Figura de Amílcar Cabral precisa ser mais valorizada em C.Verde diz Luís Fonseca

O antigo embaixador e membro da Fundação Amílcar Cabral reconhece que tem havido algum interesse da sociedade civil, mas afirma que as autoridades nacionais devem reservar maior atenção à figura do líder histórico da luta de libertação de Cabo Verde e da Guiné-Bissau.

A opinião é corroborada pelo professor universitário, Daniel Medina, quem considera ser uma mais-valia para o país preservar e promover a imagem das suas figuras emblemáticas.

Para Luís Fonseca, Amílcar Cabral não se resume apenas ao processo da luta de libertação, mas é uma personalidade que granjeou muita notoriedade internacional, devido a outras facetas e marcas que deixou enquanto homem e político.

Por isso,  entende ser preciso fazer-se mais em reconhecimento ao contributo de Cabral.

“Se a sua obra é estudada e valorizada a nível mundial, a Nação cabo-verdiana devia orgulhar-se e mostrar mais interesse na promoção da figura do líder histórico”, sustenta Fonseca.

Aquele antigo combatente realça que a associação da imagem de Cabral às disputas e querelas políticas não tem sido positive já que “a figura dele deve ser vista de forma abrangente e como um grande património da nação”.

Apesar da necessidade de se fazer ainda mais, em reconhecimento a vida e obra de Amílcar Cabral, Luís Fonseca destaca com agrado o interesse e trabalho feito por alguns jovens, sobretudo na área musical com pensamentos do líder histórico.

Pelo mesmo diapasáo, o também professor universitário, Daniel Medina, defende maior engajamento na preservação e promoção do legado das figuras emblemáticas, “factor que só contribuí para a projecção do país”.

Natural de Bafatá, na Guiné-Bissau, filho de pais cabo-verdianos, Amilcar Cabral mudou-se para Assomada, em Cabo Verde, aos 12 anos de idade.

Mais tarde, continuou os estudos liceais em S.Vicente, na Altura um meio onde já se despontavam ideias nacionalistas.

Ao terminar os liceus, ganhou uma bolsa de estudos e seguiu para Portugal, onde se formou como engenheiro agrónomo e integrou diversos círculos ue já davam forma à independència das entáo colónias portuguesas em África.

Depois de uma temporada como engenheiro em Angola e na Guiné-Bissau, Cabral fundou em 1956 o Partido Africano para a Independència da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) e liderou a partir da década de 1960 a luta contra o regime fascista portuguès.

A 20 de Janeiro de 1973, ele foi assassinato por um dos seus guarda-costas, com a ajuda de alguns companheiros.

Casado com a portuguesa Maria Helena de Ataíde Vilhena Rodrigues, também combatente contra o fascismo, de quem viria a divorciar-se na década de 1960, Cabral deixou duas filhas.

Depois casou com Ana Maria Cabral.

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