Em entrevista à revista brasileira Duas Caras a actirz Adriana Alves (31 anos) disse que não pode andar na rua que as pessoas a chamam de condessa, referência clara de que a personagem que interpretou  na novela global Duas Caras caiu no gosto dos brasileiros.

Nas últimas semanas esteve em Moçambique, em Marracuene, para as filmagens de O Último Voo do Flamingo, adaptação cinematográfica do romance de Mia Couto, onde contracena com o actor italiano Carlo d' Urssi.

A história de Mia Couto passa-se em Tizangara.Marracuene, uma pequena vila a poucos quilómetros de Maputo, segue durante seis semanas as filmagens de “O último voo do flamingo”, uma adaptação do livro de Mia Couto com o mesmo nome.

A equipa, dirigida pelo realizador moçambicano João Ribeiro, filma na pequena vila a história de misteriosas mortes de soldados das Nações Unidas, no período após o fim da guerra civil.

A história de Mia Couto passa-se em Tizangara, uma pequena vila, como Marracuene, do interior de Moçambique, poucos meses depois do fim da guerra civil, onde cinco misteriosas explosões matam outros tantos soldados da missão de paz da ONU, restando deles apenas o pénis e os capacetes azuis.

É daí que parte Mia Couto para contar depois a história do oficial de investigação, o italiano Massimo Risi, de Joaquim, o tradutor que na verdade não sabe línguas, de Temporina, uma mulher velha de corpo jovem, ou de Ana Deusqueira, a prostituta da vila. Mas também a história de lutas entre o poder local e tradicional, entre a sociedade ocidental e africana, de mistérios e crenças.

Em Marracuene a população segue atentamente aos primeiros momentos da história.

E João Ribeiro mais atento ainda, boné e auscultadores, gritando ordens, mandando repetir cenas, dirigindo uma equipa que ao todo é composta por meia centena de pessoas, sem contar com os figurantes.

“Gosto das imagens que Mia Couto deixa passar através do texto. Este é o meu quarto filme com base em textos dele. O texto do Mia é muito descritivo, uma pessoa lê e vê as imagens. Mas há factores como o som, a linguagem, as dimensões… temos de fazer opções e eu não posso e não tenho tempo nem meios para fazer tudo o que está no livro. Por isso fiz as minhas opções, o público dirá se são boas”, disse à Lusa.

João Ribeiro fez até agora curtas-metragens e “O último voo do flamingo” é o primeiro grande filme, que quer ver nas salas de cinema antes do próximo Natal.

SAPO CV com O País

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