O instituto de pós-graduação em estudos europeus, por vezes chamado Collège de Bruges, tem atualmente 340 estudantes no campus de Bruges (Bélgica), fundado em 1949, e 130 no de Natolin (Polónia), aberto em 1992.

Mogherini sucede no cargo ao alemão Jörg Monar, reitor desde 2013, depois de ter sido autorizada a fazê-lo pela Comissão Europeia, de que foi vice-presidente e Alta Representante para a Política Externa e de Segurança Comum entre 2014 e 2019.

Segundo a imprensa, a política italiana terá apresentado a sua candidatura fora do prazo, tendo beneficiado do apoio do presidente do conselho de administração do Collège, o belga Herman Van Rompuy, que presidiu ao Conselho Europeu entre 2010 e 2014.

“O Conselho de Administração do Collège d’Europe nomeou, por proposta do Conselho Académico, Federica Mogherini, antiga Alta Representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança Comum e antiga vice-presidente da Comissão Europeia, reitora do Collège d’Europe”, lê-se num comunicado divulgado hoje pela instituição.

O comunicado não faz referência a outros candidatos ao cargo, mas o jornal Le Monde noticiou a 15 de maio que três dezenas de académicos se candidataram no prazo previsto, que terminou a 30 de setembro de 2019.

Segundo o diário francês, “cinco foram entrevistados, mas nenhum considerado capaz de exercer a função” e, em abril, “o circulo de candidatos foi alargado” com a entrada do nome de Mogherini.

O jornal escreve que a escolha de Mogherini suscitou críticas de compadrio de professores, antigos alunos, altos funcionários e eurodeputados, que destacaram nomeadamente que a política italiana não tem as “qualidades académicas substanciais” requeridas.

Antes dos cargos na Comissão Europeia, Federica Mogherini, que faz 47 anos em junho, foi deputada do Partido Democrático italiano (2008-2014) e ministra dos Negócios Estrangeiros de Itália (2014).

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