Trump, que esteve no Michigan a visitar uma unidade de produção da Ford, assinou a declaração de emergência que autoriza o Departamento de Segurança Interna e a Agência Federal de Gestão de Crises a coordenarem a resposta à emergência.

Os avisos de inundação no Michigan foram emitidos após a chuva forte que cai desde domingo.

Muitos dos residentes na zona central do estado do Michigan continuam fora das suas casas, apesar de o nível da água ter recuado, depois de ter transposto duas barragens e submergido casas e estradas.

No liceu da cidade de Midland, 90 por cento das pessoas albergadas no ginásio são seniores, indicou o coordenador do abrigo temporário, Jerry Wasserman, frisando que foram tomadas medidas de prevenção face à pandemia de covid-19, que tem nos mais idosos um grupo de risco.

A maior parte da região permanece debaixo de água e as inundações continuam a ser uma ameaça para as comunidades junto ao rio Tittabawassee.

As autoridades estimam que pode demorar dias até se ter noção dos danos causados. Para já, não há registo de mortos ou feridos.

As inundações na zona de Midland, a 225 quilómetros a norte de Detroit, forçaram 11 mil pessoas a deixarem as suas casas, após o que o serviço meteorológico nacional classificou como “falhas catastróficas nas barragens” de Edenville e Sanford.

Em 2018, havia 19 barragens de alto risco em condições insatisfatórias ou más no Michigan.

A barragem de Edenville, construída em 1924, foi considerada insatisfatória em 2018 e a Comissão Federal de Regulamentação de Energia revogou a licença da empresa que a operava.

A represa de Sanford, construída em 1925, recebeu uma classificação que lhe permitia continuar a funcionar.

Ambas as barragens estão em processo de venda.

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