Dez países foram inscritos no Nível Quatro, o pior, que recomenda "Não viajar": Afeganistão, República Centro-africana, Irão, Iraque, Líbia, Mali, Somália, Sudão do Sul, Síria e Iémen. A Coreia do Norte também aparece ali, embora a legislação americana já proíba os americanos a viajarem para este país.

Mas algumas das classificações, de outros países, podem provocar celeuma internacional, embora o Departamento de Estado assegure que só está a oferecer, num novo formato, informações que já existiam.

Aliados europeus importantes, como o Reino Unido, França e Alemanha, assim como a Espanha, aparecem no Nível Dois, que recomenda aos norte-americanos a adoptarem maior cautela, assim como o Brasil, Colômbia, República Dominicana e México.

No entanto, o Uzbequistão, nação que foi liderada com mão-de-ferro pelo autoritário Islam Karimov, desde 1989 até à data da sua morte, em Setembro de 2016, está no Nível Um, o mais seguro.

"Adoptem precauções usuais", recomendam os Estados Unidos para países neste grupo, no qual estão também Chile, Argentina, Bolívia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Panamá, Peru e Uruguai.

Cuba aparece na terceira categoria - "reconsidere a viagem". Funcionários do Departamento do Estado explicaram, na Terça-feira, aos senadores do país que um indivíduo conhecido do governo cubano dispõe de uma arma misteriosa, capaz de provocar lesões cerebrais em norte-americanos que estejam em Havana.

Venezuela, Guatemala, Honduras e El Salvador também estão no Nível Três.

A existência de um sistema de alerta para viajantes é controverso e costuma ofender outros países. Mas os EUA insistem em que as mudanças visam apresentar as suas recomendações de forma mais clara.

"Estes não são documentos políticos. Simplesmente são baseados na nossa avaliação da situação de segurança", disse a funcionária consular Michelle Bernier-Toth.

Alguns países queixaram-se, no passado, de que as advertências exageram os perigos e afectam o turismo, ou que respondem a considerações diplomáticas.

Todavia, cada país é objecto de uma descrição no website travel.state.gov, detalhando as ameaças específicas e a razão da sua classificação.

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