Mike Pompeo, que intervinha numa audição perante o Senado, não adiantou, porém, se falou especificamente das alegações crescentes de que a Rússia estará a pagar recompensas a guerrilheiros talibãs para que estes matem soldados norte-americanos no Afeganistão, salientando que os avisos foram feitos sobre um leque variado de situações.

No Comité de Negócios Estrangeiros do Senado, Pompeo referiu que avisou as autoridades russas contra as ameaças de Moscovo contra cidadãos norte-americanos no Afeganistão, Líbia, Síria, Ucrânia e “em qualquer outro local”.

Os comentários do chefe da diplomacia dos Estados Unidos surgem um dia depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado numa entrevista que não levantou a questão das alegadas recompensas numa conversa com o homólogo russo, Vladimir Putin.

Às autoridades oficiais russas, Pompeo disse ter falado genericamente sobre as ameaças com o homólogo russo, Serguei Lavrov, tal como o fez o embaixador norte-americano em Moscovo, John Sullivan.

“Sim, posso assegurar que sempre que falei com o ministro Lavrov levantei todas as situações que possam pôr qualquer cidadão norte-americano em risco”, respondeu Pompeo a uma pergunta do senador democrata Bob Menendez.

O secretário de Estado norte-americano não indicou se irá recomendar a Trump que levante as questões ao mais alto nível, mas afirmou que Putin “compreende totalmente” a posição dos Estados Unidos.

Pompeo lembrou a ação militar contra mercenários russos, realizada em 2019 na Síria, que estavam a avançar contra as tropas dos Estados Unidos. Os mercenários, observou, “já não estão neste planeta”.

Menendez, uma voz crítica à ação de Pompeo, desafiou o chefe da diplomacia norte-americano sobre as ameaças russas depois de, quarta-feira, Trump ter anunciado a transferência de vários milhares de soldados norte-americanos da Alemanha para outros países europeus.

“Somos a administração mais dura de sempre em relação à Rússia”, disse Pompeo, lembrando os muitos passos, incluindo as sanções, que foram dados para conter a desinformação russa e para combater o domínio de Moscovo sobre as importações europeias de energia e as ações agressivas na Ucrânia e na Geórgia.

“Esta administração tem agido para proteger os nossos interesses e os dos nossos amigos [aliados]”, concluiu.

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