Gordon Sondland declarou perante os membros da comissão do processo de destituição de Donald Trump, que ele acatou as ordens do presidente ao procurar com a Ucrânia um acordo baseado no “quid pro quo” (troca de favores), para que Kiev investigasse os negócios do democrata Joe Biden na antiga república soviética.

De acordo com Sondland, o advogado de Donald Trump, Rudy Giulani liderou a iniciativa tendente a pressionar o Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, para que fosse efectuada a referida investigação. O ex-embaixador americano junto da União Europeia, afirmou que altos funcionários da Casa Branca e do Departamento de Estado, estavam ao corrente do acordo entre Washington e Kiev.

Donald Trump reagiu às acusações veiculadas pelo testemunho de Sondland, afirmando, como habitualmente, pelas redes sociais que “a caça às bruxas tem que acabar agora. Tudo isso é muito mau para o nosso país”.

O Presidente americano acrescentou que ele mal conhecia Sondland, não obstante o facto de o diplomata, grande empresário na hotelaria, ter doado 1 milhão de dólares para a cerimónia da tomada de posse de Donald Trump e testemunhar que falou cerca de 20 vezes com o chefe de Estado, enquanto era embaixador.

Segundo Adam Schiff, presidente da comissão de informação da Câmara dos Representantes, sobre o processo de destituição de Donald Trump,o testemunho de Gordon Sondland é, até a data, o mais significativo.Schiff qualificou o esquema de“toma lá-dá cá”entre Washington e Kiev de tentativa de extorsão por parte de Donald Trump.

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