Marcelo Rebelo de Sousa chegou ao palácio presidencial pelas 11:00 locais (10:00 em Lisboa), após a deposição de uma coroa de flores no mausoléu de Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola.

João Lourenço recebeu o chefe de Estado português na entrada do palácio, numa cerimónia de boas-vindas com honras militares, em que foram disparadas 21 salvas de canhão.

Depois, ouviram-se os hinos de Portugal e de Angola, os dois chefes de Estado passaram revista à guarda de honra, posaram lado a lado para a fotografia, sorridentes, e apresentaram as respectivas delegações.

A comitiva portuguesa inclui os ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, e deputados de PSD, PS, CDS-PP, PCP e Bloco de Esquerda (BE).

De seguida, Marcelo Rebelo de Sousa e João Lourenço estiveram na abertura de uma reunião ministerial e foram reunir-se a sós. No final, haverá a assinatura de instrumentos bilaterais e uma conferência de imprensa conjunta dos dois presidentes.

Em cima da mesa estará certamente o tema de regularização de dívidas de Angola a empresas portuguesas, que teve avanços durante a visita do primeiro-ministro português, António Costa, a Angola, em setembro do ano passado, e na visita de João Lourenço a Portugal, em novembro.

À chegada a Luanda, na terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa disse aos jornalistas que se está "a trabalhar a todo o vapor" nessa matéria.

A visita de Estado do Presidente português a Angola, que começou oficialmente hoje, divide-se entre a capital angolana e as províncias de Benguela e Huíla e termina no sábado, dia em que Marcelo Rebelo de Sousa cumpre três anos de mandato.

Em representação do parlamento português, integram a sua comitiva os líderes das bancadas do PSD, Fernando Negrão, do CDS-PP, Nuno Magalhães, e do PCP, e João Oliveira, aa vice-presidente da bancada do PS Lara Martinho e a deputada Maria Manuel Rola, do BE - partido que acompanha pela primeira vez uma visita oficial a Angola.

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