Não houve ainda qualquer reacção da Presidência da República.

Entretanto, uma delegação da UNITA encabeçada por Joaquim Ernesto Mulato seguiu para o Andulo, onde se encontra a urna com os restos mortais de Savimbi.

Por seu lado, Isaías Samakuva chegou também hoje ao Huambo, para, à semelhança do que aconteceu ontem no Cuito, presidir à noite uma vigília em memória do fundador do partido, na sua residência oficial, mas sem os restos mortais como agendado anteriormente.

O secretário provincial da UNITA no Huambo, Liberty Tchiyaka, denunciou, entretanto, limitações impostas pelo Governo provincial às cerimónias, o que, para ele, é uma “sabotagem e um atentado” ao processo de reconciliação nacional em curso no país.

“O meu problema é a atitude do Governo, que, ao invés de analisar questões da segurança do cidadão, reúne-se por causa de bandeiras e panfletos. Não aceitamos porque isto não contribui para a reconciliação nacional”, afirmou Tchiyaka, acrescentando que “os dirigentes do MPLA precisam de apreender a viver na diferença”,

Aquele dirigente denunciou que as limitações que começaram em Luanda e estenderam-se a outras cidades, com destaque para as do Huambo e Bié, onde estão concentradas as atenções das exéquias.

A UNITA garante manter a agenda que prevê o funeral de Jonas Savimbi para sábado, 1 de Junho.

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