"A AEP exorta as empresas e instituições portuguesas que continuam a ver Angola como terra de oportunidades e mercado estratégico para Portugal, no quadro do mundo lusófono, a não desistir dos seus planos e a aproveitar o adiamento da feira para voltar a colocar a FILDA na respetiva agenda de promoção externa e internacionalização", lê-se numa declaração enviada à Lusa a propósito do anúncio, na quarta-feira, do adiamento da feira por causa "do atual estado da economia do país".

"Enquanto aguarda contacto dos organizadores, para obter mais informações, a AEP adotou já as medidas que a situação justifica, nomeadamente no plano logístico", acrescenta a declaração à Lusa, que revela ainda que apenas cerca de 30 empresas se tinham inscrito para participar no certame, o que contrasta com as 95 que participaram no encontro do ano passado.

A AEP "expressou às mais de três dezenas de empresas e instituições portuguesas que, até anteontem [terça-feira], haviam confirmado a sua presença no pavilhão do nosso país que tudo fará para minimizar os impactos negativos dessa decisão, na certeza de que todos, em conjunto com a AEP e com o apoio da Aicep Portugal Global, têm um contributo a dar para tornar possível um pavilhão de Portugal que dignifique o país e a economia nacional", lê-se no texto assinado pelo presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida.

A FILDA, a maior feira internacional de Angola, foi adiada na quarta-feira para novembro devido ao "atual estado da economia do país", lê-se numa comunicação enviada aos expositores, a que a Lusa teve acesso.

No documento, assinado pelo presidente do conselho de administração da FIL, José de Matos Cardoso, lê-se que a exposição, que estava prevista para decorrer entre os dias 19 e 24 de julho, será adiada para entre 15 e 20 de novembro.

"Havendo necessidade de manter os níveis de organização e qualidade da FILDA, por razões técnicas que se consubstanciam na dificuldade de importação de materiais e equipamentos para montagem da feira e outros do interesse dos expositores, adia-se a realização da 33.ª edição da FILDA", diz a comunicação enviada aos expositores e datada de terça-feira.

Nas explicações para a decisão, José de Matos Cardoso argumenta com "o atual estado da economia do país, que levou a que a maior parte das empresas esteja a viver algumas dificuldades no seu 'core business', o que afetou em grande medida a sua capacidade de operação produtiva e de ações de marketing e publicidade, tornando-as reféns das divisas para importação de bens e serviços".

Por outro lado, o presidente da FIL lembra também que "esta situação afeta não só as entidades expositoras, mas de igual modo, as montadoras e outros prestadores de serviço dos ramos das feiras e eventos".

Lusa/Fim

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