Depois de ter respondido através do Twitter no primeiro dia do ano, a empresária angolana Isabel dos Santos respondeu às questões de internautas num vídeo em directo no Instagram onde aparece a responder a perguntas sobre o processo judicial de que é alvo, que levou ao congelamento das contas bancárias e à retirada de participações em nove empresas.

O Tribunal Provincial de Luanda decretou o arresto preventivo de contas bancárias pessoais da empresária angolana Isabel dos Santos, do marido, Sindika Dokolo, e do português Mário da Silva, além de nove empresas nas quais detêm participações sociais.

Num comunicado emitido pela empresária lê-se que o despacho sentença resulta “de um julgamento de uma providência cautelar, que ocorreu sem conhecimento das partes, de forma aparentemente arbitrária e politicamente motivado. Não compreendendo este enquadramento num Estado de Direito democrático como é Angola, Isabel dos Santos pretende opor-se a cada uma destas alegações em sede e tempo próprio nos termos estabelecidos na lei angolana”.

Durante o directo na noite de quarta-feira, via Instagram, Isabel dos Santos defendeu que teria sido melhor ter sido notificada não só por si, mas também pelos trabalhadores de todas as empresas que gere. “Por atenção a todas as pessoas que trabalham nestas empresas, se calhar chamar e pedir um esclarecimento teria sido o melhor caminho e não teria criado este nível de ansiedade.Vocês não imaginam o número de pessoas que me telefonaram a chorar e a perguntar: engenheira, amanhã vou trabalhar ou não? Fechamos a empresa, podemos pagar? E a única coisa que eu pude fazer foi pedir calma”, explicou Isabel dos Santos.

A filha do antigo Presidente José Eduardo dos Santos considerou que “é importante que a justiça seja justa e que se dê uma oportunidade às pessoas para se poderem defender. Sobretudo de poderem mostrar documentos, mostrar factos. Ninguém quer uma sociedade em que não haja oportunidade para as pessoas se defenderem. A mim, infelizmente, não me foi dada essa oportunidade”.

Questionada sobre o congelamento dos bens, a empresária garantiu que “vai ter um impacto muito grande nas empresas e não estar próxima delas e poder acompanhar vai ser muito difícil”.

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