Alguns dias antes da cimeira do G7, que terá lugar no próximo fim de semana em Biarritz, no sudoeste da França, o Presidente Emmanuel Macron, acolheu o seu homólogo russo Vladimir Putin, no Fort Brégançon, região de Bormes-les-Mimosas, no sul da França.

No decurso do seu encontro, que teve como objectivo reconciliar a Rússia com a União Europeia, os dois chefes de Estado abordaram a situação nomeadamente na Síria, na Ucrânia, assim como a posição de Moscovo em relação ao bloco G7, do qual os russos foram excluídos após a anexação da Crimeia.

Respondendo aos jornalistas, durante uma conferência imprensa conjunta com Emmanuel Macron em Fort Brégançon, Vladimir Putin considerou que para a Rússia o G7 é uma organização que não existe e que no concerto das nações existem actualmente outros Estados muito importantes.

Voltar ao G7 ? Mas o G7 não existe! Como é que a Rússia pode voltar a integrar uma organização que não existe. Existe o G8 , não o G7. Então um eventual retorno, seria ao G7 e não ao G8. No que toca ao formato de 8 Estados, a Rússia não renuncia a nada. Aliás era a vez da Rússia organizar o G8 e os nossos parceiros decidiram não se deslocar…

Então, vocês são bemvindos ! Nós continuamos a aguardar os nossos parceiros , deste vez no âmbito do G7. Mas existem outras organizações internacionais, que desempenham um papel importante em matéria de relações internacionais, nomeadamente o G20.

No seio de das nações há países importantes, actores económicos muito importantes como a China, a Índia…

Há muitos mais Estados, existem 20 estados no G20, que vocês conhecem muito bem … que representam mais de 80 da economia mundial.

O Presidente Emmanuel Macron destacou as razões que levaram à uma ruptura entre a União Europeia e a Rússia em 2014. Macron referiu-sea situação de conflito que prevalece na Ucrânia e a postura de Moscovo.

O chefe de Estado francês, sublinhou que se deve procurar uma solução para o conflito na Ucrânia.

Apesar do contexto das sanções… é verdade que, de momento, as relações entre a Rússia e a União Europeia conhecem um “irritante”, se assim lhe posso chamar: a esta situação de conflito ou de desacordo que é desde 2014 a Ucrânia.

E isso é um problema que devemos resolver. E que é também a chave da passagem do formato G8 ao formato G7. Conhecemos todos a causa.

É por isso que devemos manter a nossa pressão e a nossa energia comum para resolver este assunto.

Mas, por outro lado, desejo também que, no âmbito desta nova reconfiguração, da nova agenda que desejo que possamos lançar juntos de uma nova arquitectura de segurança e de confiança… possamos levantar muitos mal entendidos que se instalaram às vezes entre a União Europeia e a Rússia desde há várias décadas. E há muitos !

Compete-nos a nós agir e construir novos formatos. Há que sermos inovadores. Não somos obrigados de viver necessariamente com formatos e gramáticas de um mundo que mudou e que continua a mudar de forma acelerada.

No que toca à Ucrânia, o seu homólogo russo, anunciou que Moscovo, vai dentro em breve encetar discussões com o novo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Zelensky teve recentemente contactos com Putin e fez propostas, que segundo a França podem constituir uma base positiva para negociações com Moscovo sobre a situação ucraniana.


Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.