Domingo, através de um comunicado, a Media Mais TV informou que “os assaltantes neutralizaram o elemento de segurança da G4S e arrombaram as portas das áreas técnicas deste meio de Comunicação Social, de onde surripiaram os equipamentos. Na fuga, os assaltantes deixaram no terreno algum equipamento roubado.”

Ao indicar que “as autoridades policiais tomaram conta da ocorrência e iniciaram de imediato as investigações para apurar responsabilidades e para identificar os autores morais e materiais do assalto”, a Media Mais TV considera que existem “fortes indícios que levam a suspeitar de que este assalto foi um acto de sabotagem para inviabilizar o desenvolvimento da actividade da Media Mais TV”, a emissora referindo que “devido a este criminoso acto, não irá transmitir parte de sua programação por razões técnicas e operacionais”.

No mesmo sentido, o MISA-Moçambique, Instituto de Comunicação Social da África Austral, também qualificou este assalto de “acto de sabotagem deliberada, com o intuito de prejudicar o contínuo funcionamento daquele órgão de comunicação social, e através disso privar o público de acesso às suas emissões.” Em comunicado, o MISA lançou um “apelo às autoridades do Estado moçambicano para que investiguem o caso e punam exemplarmente os seus actores”.

Em entrevista à RFI, ao condenar veementemente o sucedido, Fernando Gonçalves, presidente do MISA -Moçambique vinca ainda que “tendo em conta que têm sido recorrentes casos de assaltos contra órgãos de comunicação social, assaltos a jornalistas, que nunca são esclarecidos, também pedimos ao governo para que tome medidas apropriadas para que no futuro situações como esta não voltem a acontecer.”


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