Presidido por Angola, na pessoa da embaixadora Maria de Fátima Jardim, o fórum foi criado em Junho deste ano, para apoiar e recomendar ao presidente do Grupo Africano junto da FAO as prioridades de África e concertar posições no quadro de estratégias políticas e programas a desenvolver para apoio à agricultura e segurança alimentar

“Os desafios de África são enormes, pelo que o momento actual deve ser de convergência de respostas, partilha de ideias e de prioridades comuns, para se transformar a agricultura e a segurança alimentar num desafio para que os nossos países possam produzir alimentos acessíveis aos cidadãos”, afirmou a representante angolana.

Deste modo, nesta sua primeira reunião, o grupo advogou a representatividade de técnicos e funcionários africanos nas estruturas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), considerando-a como um dos aspectos em que a África deve fazer sentir a sua voz com mais acutilância nos próximos tempos.

Os representantes africanos na FAO recomendaram a estruturação das modalidades de acesso e de oportunidades na organização, para um maior protagonismo e ênfase nas questões relativas à Agenda  Africana e projectos enquadrados nos programas locais e prioridades nacionais.

No que se refere à Covid-19, os embaixadores consideraram imprescindível o reforço da resiliência dos sistemas alimentares, para a mitigação dos efeitos da pandemia, considerando prioritária e de extrema importância a participação na conferência regional da FAO para África, a decorrer no Zimbawe, de 14 a 18 de Setembro.

O grupo, integrado por Angola, Burkina Faso, Camarões, Etiópia, Nigéria, Senegal e Zimbabwe, abordou, também, questões relativas à próxima cimeira dos sistemas alimentares, cujos preparativos estão numa fase avançada, vincando a necessidade de África participar activamente no conclave, com sugestões das diversas sub-regiões.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.