Aquela responsável falava aos jornalistas após a abertura de uma formação de formadores em matéria de gestão da cena de crime e análise de drogas destinada aos profissionais da área forense da Polícia Judiciaria, da Polícia Nacional, do Ministério Público e da Magistratura Judicial, promovida pela ONUDC, no âmbito do projecto regional de apoio ao Plano de Acção da CEDEAO, na luta contra as drogas e o crime conexo, bem como na prevenção ao uso de drogas.

A formação, também financiada pela União Europeia, está inserida no âmbito da proposta de criação de um centro forense em Cabo Verde, conjuntamente com os centros forenses do Gana e da Costa de Marfim.

“O país pode ser pequeno, mas o lugar que ocupa é muito importante e as capacidades que tem na matéria e luta contra o tráfico ilícito de drogas e de bens não permitidos, são muito acima e não correspondem ao tamanho do país”, afirmou Sofia Moreira de Sousa.

Segundo aquela fonte, Cabo Verde, fazendo parte da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), é um país com quem é “muito importante” se trabalhar, “precisamente, pela capacidade logística, técnica, de perícia” que podem dar um contributo “muito grande” na troca de experiências e de formação em toda a região.

“O projecto que é financiado pela União Europeia a nível regional é de apoio ao plano de acção da CEDEAO nesta matéria”, acrescentou aquela interlocutora, completando que, dentro do próprio plano, prevê-se a criação de centros nalguns países, entre os quais Cabo Verde, que, segundo a mesma fonte, foi seleccionado por “vários critérios”.

Para Sofia de Sousa, a União Europeia financiando e apoiando a implementação deste plano de acção prevê também apoiar, precisamente, estes centros que vão ser criados. “Estamos numa primeira fase do projecto com a formação de formadores e depois, seguramente, iremos avançar, com o apoio da ONUDC e dos parceiros envolvidos, para a segunda e para a terceira fase”, assegurou.

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