Nalguns círculos de opinião afirma-se que a Tanzânia, vizinha de Moçambique, devia colaborar mais na luta contra os insurgente.

Segundo o ministro moçambicano da defesa Nacional, Jaime Neto, dois dos líderes da insurgência abatidos durante o recente assalto à sede distrital de Macomia, eram tanzanianos.

Para alguns observadores, a falta de colaboração por parte da Tanzânia, não é apenas na luta contra a insurgência, mas também contra a migração ilegal, realçando tratar-se de “um circuito extremamente complexo em que alguns tanzanianos são parte estrutural deste processo”.

Contudo, o embaixador da Tanzânia em Moçambique, Rajabu Luhwavi, nega a alegação, afirmando que “estamos a tentar trabalhar juntamente com o Governo, e ao longo da fronteira, realizamos operações conjuntas, com a participação das diferentes forças de defesa e segurança”.

Para o académico Calton Cadeado “há um pouco de dificuldade, apesar de haver muita cooperação entre Moçambique e a Tanzânia neste processo. Os serviços de inteligência moçambicanos e tanzanianos estão a comunicar-se, mas o fluxo de comunicação que vem da Tanzânia não é tanto quanto se espera”.

Entretanto, o Governo moçambicano afirma que todo e qualquer apoio à luta contra a insurgência é bem-vindo, mas são, em primeiro lugar, os moçambicanos que devem defender a sua pátria.

Refira-se que ainda esta semana, o Governo moçambicano aprovou um subsídio para os militares que combatem os grupos armados que atacam a província de Cabo Delgado e as províncias centrais de Sofala e Manica.

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