Na origem desta mobilização estão uma série de vídeos publicados no início deste mês nas redes socais, pelo empresário egípcio no exílio, Mohamed Aly. Mohamed Aly mobilizou, no passado dia 20 e 21 de setembro, centenas de pessoas a manifestarem-se contra o pode de Abdel Fatah Al-Sissi, manifestações que acabaram por ser dispersadas pela polícia.

Após as manifestações da semana passada, Mohamed Ali que acusa o Presidente egípcio e o exército de corrupção, lançou um apelo para a realização da “marcha de um milhão” em todo o país, marcha que saiu às ruas esta sexta-feira.

Uma testemunha afirmou à agência Francê Press que cerca de 3 mil pessoas se juntaram na ilha de Warraq, no Cairo, todavia a agência de notícias francesa referiu que não conseguiu confirmar o número de manifestantes.

No Cairo foi reforçado a presença das forças de ordem, na praça Tahrir, epicentro da revolução popular em 2011, que afastou do poder o Presidente Hosni Moubarak.

Paralelamente, um milhão de egípcios marchou hoje em solidariedade com o Presidente Sissi que minimizou a importância das manifestações e declarou que não há motivos para preocupações.

Preocupado ou não, a verdade é que há uma semana as autoridades reforçaram consideravelmente a segurança em várias cidades e segunda a ong Human Rigths Watch, detiveram 2 mil pessoas.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet já veio pedir às autoridades egípcias para “mudarem radicalmente” a postura face às manifestações e pediu a libertação “imediata” das pessoas detidas.

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