O chefe de governo anunciou esta segunda-feira medidas mais rigorosas. As saídas para passear crianças ou praticar desporto vão ser limitadas a um quilometro de distância da residência, e apenas durante uma hora por dia. Os mercados de rua vāo ser proibidos. O governo francês pode vir a aplicar o recolher obrigatório em todo o território, sabendo que desde sábado dez cidades activaram o recolher obrigatório a partidas das 20 horas.

Apesar do presidente Emmanuel Macron nāo querer aplicar um confinamento total, Édouard Philippe assina o decreto esta segunda-feira para entrar em vigo esta terça feira, 24 de Março.

Nos últimos seis dias, mais de 110 mil pessoas foram multadas por desrespeito às regras de confinamento, que se pode prolongar durante várias semanas, advertiu o primeiro-ministro francês.

“Decidimos reforçar as medidas para as pessoas que nāo respeitam as normas de confinamento. No primeiro dia aplicámos multas no valor de 38 euros. Hoje a multa eleva-se a 135 euros e pode acrescer aos 1500 euros. Sair para passear os filhos ou fazer desporto deve ser feito num raio de um quilómetro de casa, durante uma hora e apenas uma vez por dia. Decidimos ainda fechar os mercados de rua. Queremos aplicar um confinamento como foi definido, mas é preciso que seja respeitado escrupulosamente, nos casos em que nāo seja possível teremos de aplicar o recolher obrigatório”, afirmou Édouard Philippe.

A França regista 19 856 casos de pessoas infectadas. Nas últimas 24 horas, 186 pessoas morreram, elevando para 860 o número de óbitos do Covid-19 no país.

Os técnicos de saúde pedem mais apoios. O primeiro ministro garante todo o apoio do Estado  para as pessoas que estão na frente do combate.

“Estamos a tentar assegurar que as pessoas que estão na frente do combate estejam bem armadas. Eles levantam muitas questões e nós devemos-lhes muito, principalmente reconhecimento, mas também armas para enfrentar esta luta”, respondeu o primeiro-ministro francês.

“O mais difícil no início da crise foi a questão das máscaras porque são produzidas na China e o acesso à fonte foi difícil. Desde então asseguramos as encomendas e importamos máscaras para que o stock do Estado possa continuar a fornecer, em boas condições os técnicos de saúde: médicos, enfermeiros, assistentes de saúde e funcionários dos lares “, afirmou.

Em Marselha, Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica  começou hoje um ensaio clínico para lutar contra a covid-19. Trata-se de um estudo que engloba quatro tratamentos experimentais, incluindo a hidroxicloroquina, utilizada no tratamento da malária, e vai envolver 800 pacientes diagnosticados com a Covid-19 em estado grave.

Nos últimos dias, o confinamento foi reforçado com a aprovação, no domingo, do estado de emergência durante dois meses, que pode vir a ser renovado mês a mês. Foram encerradas produções de produtos que nāo sejam de primeira necessidade. Nesta altura, a França garante produções de alimentos a trabalhar com três turnos, 24 horas por dia.

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