O actual professor na Universidade do Cabo, na África do Sul, fez esta consideração ao ser questionado pelos jornalistas sobre a sua perspectiva em relação as eleições presidências que tem lugar dia 24 de Novembro, em Guiné-Bissau.

Carlos Lopes, que foi orador hoje, na Cidade da Praia, num debate sobre “África na era da integração comercial. Será este o novo Pan-Africanismo?”, organizado pelo Instituto Pedro Pires para a Liderança, no âmbito da IV edição do Annual Lectures, espera que com essas eleições o seu país ganhe estabilidade.

No seu entender, a Guiné-Bissau precisa “mudar a sua economia, as suas estruturas produtivas e o seu tratamento” para aquilo que são as áreas do bem comum, como a educação, a saúde e o capital humano.

Mas para que tudo isso aconteça, asseverou que o país deve estar em “paz e sossego”.

“Infelizmente, a Guiné-Bissau não está em paz e sossego institucional faz tempo, portanto precisa de instituições mais sólidas que sejam capazes de se ocupar da economia, se ocupar da transformação e do bem-estar das pessoas”, sugeriu.

Instado ainda a cometar sobre alegados maus tratados relatados pelo cidadão guineense, Jorge Fernandes, no aeroporto da Praia, Carlos Lopes é da opinião de que não se deve “exagerar” com fenómenos que são específicos de actuação de uma determinada administração e indivíduo em relação as políticas nacionais.

“Existem elementos, até nas próprias administrações, que são responsáveis das questões de fronteiras que muitas vezes actuam não em consonância com as políticas nacionais e as políticas públicas, portanto é preciso não exagerar”, frisou.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.