"Em 17 de junho foi concedida a autorização geral do Ministério dos Transportes e Comunicações para o pedido de operação de voos humanitários. O primeiro voo chegou a Moçambique em 23 de junho e, desde então, dois voos por semana têm sido operados entre Joanesburgo [África do Sul], Lilongue [capital do Maláui] e Maputo, na terça e quinta-feira", detalha o documento.

A equipe de preparação logística do Programa Alimentar Mundial (PAM) "esteve fortemente envolvida para apoiar a abertura do corredor humanitário, a fim de trazer a ajuda necessária a Moçambique dos centros regionais", acrescenta.

Além da COVID-19, o PAM e outras organizações já lidavam com graves carências alimentares e de abrigo, entre outras, devido aos ataques armados em Cabo Delgado - onde há 250.000 deslocados - e aos eventos atmosféricos extremos do último ano, nomeadamente os ciclones Idai e Kenneth.

O segundo trimestre de 2020 foi marcado por "conquistas importantes" para o setor da logística, "como a abertura do corredor humanitário, permitindo que os trabalhadores humanitários e os bens de socorro circulem melhor entre a África do Sul e Moçambique", conclui o documento.

Moçambique tem um total acumulado de 1.748 casos de infeção pelo novo coronavírus, com 11 óbitos e 616 recuperados.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 666 mil mortos e infetou mais de 17 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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