Detidos na sexta-feira, 24, são acusados pela própria corporação como fazendo parte de uma quadrilha que nos últimos anos se dedicava ao desvio e venda de viaturas que chegavam ao Lubango de vários pontos do país, mas que desapareciam do parque de estacionamento da unidade operativa da polícia de trânsito da província.

Para executar as detenções, o SIC fez deslocar ao Lubango operativos da Direcção Nacional de Investigação Criminal que prosseguem com os trabalhos com vista a perceber a extensão da quadrilha.

De acordo com o porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC) da Huíla, Sebastião Vica, a sequência do processo está sob segredo de justiça.

“Por ora temos que confirmar que foram apreendidas cinco viaturas de um total de 20. Há investigações em curso para se determinar todas as informações que circulam”, acrescentou Vica.

Questionado para perceber até que ponto a detenção de oficiais afectos a uma instituição importante na administração da justiça pode beliscar a boa imagem que Angola tenta passar para o exterior na busca de investimento estrangeiro, o economista Samuel Candundo prefere valorizar o mérito dos novos ventos que permitiu as detenções.

Samuel Candundo lembra que elementos oportunistas dentro das instituições sempre existirão, mas o importante é que o país esteja preparado para lidar com o problema.

“Um acto que vai acontecer sempre, é a natureza humana, só que se o sistema estiver bem preparado vai punir severamente e vai precaver que outras pessoas tentem e aqueles que tentarem são apanhados e castigados severamente”, sustenta Candundo.

As viaturas desviadas tinham como proveniência as províncias de Benguela, Namibe, Cuando-Cubango e Cunene.

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