“Eu tornei-me uma predadora sexual e tenho que me satisfazer o quanto antes. E isto significa que não importa com que homem seja, mesmo que seja um estranho”, desabafa Donna Glover.

A mulher de 40 anos, moradora de Barwell (Inglaterra), sofre de uma rara doença que a faz ficar desesperada por sexo dez vezes por dia. O problema está a arruinar a vida da inglesa. Divorciada, ela também encontra problemas nos locais onde trabalha.

“É um desejo devastador e eu simplesmente não posso controlá-lo”, diz. A inglesa costuma entrar em chats online para procurar parceiros.

A Donna foi diagnosticada a síndrome de Kleine-Levine, também conhecida como síndrome da Bela Adormecida. A doença afecta uma em cada seis milhões de pessoas.

“Um dia estava num supermercado quando um homem olhou para mim. Em poucos minutos estávamos num parque a tirar as nossas roupas. Foi rápido. Quando terminamos, ele me deu o telefone num pedaço de papel. Mas joguei-o numa lata de lixo”, relata.

“Quando volto a mim mal posso acreditar no que acabei de fazer. Algumas pessoas pensam que é apenas uma desculpa para um comportamento promíscuo, mas é uma doença”.

Um dos sintomas da síndrome de Kleine-Levine é o sono excessivo, chegando a 18 horas por dia. Mas o mais doloroso é a mudança de comportamento. Metade das pessoas que sofrem do mal desenvolvem uma vida sexual promíscua. Os médicos relatam casos de pacientes que chegam a ter sete parceiros num mesmo dia. O tratamento mais eficaz é com anfetaminas e medicamentos à base de lítio.

Arco da Velha

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