Nampula continua a solidarizar-se com as vítimas do ciclone Idai. O governo provincial está a descontar um dia de salário de todos os membros do executivo a todos os níveis, com vista a apoiar as vítimas no centro do país. O cumprimento da medida é praticamente obrigatória, apesar de não se ter fixado um valor.

Contribuição voluntária ou forçada?

Os funcionários públicos desconhecem se a contribuição é voluntária e ou forcada, mas o executivo provincial diz que decidiu tomar esta medida com a finalidade de reduzir o sofrimento das vítimas deste fenómeno da natureza.O porta-voz do Governo de Nampula, Leo Jamal, disse à DW que "o governo provincial decidiu que todos os membros do governo, e toda máquina governativa da nossa província, deve contribuir com um dia do seu salário, como forma de aumentar as contribuições colectadas pelo movimento de apoio às vítimas do ciclone Idai, que assolou recentemente a região centro do país'', disse.

Paralelamente a esta contribuição, explica Leo Jamal, o governo está a mobilizar mais apoios junto dos empresários locais e a população em geral no sentido de recolher mais doações, através de um movimento de solidariedade já criado.

Mas, o governador provincial de Nampula, Victor Borges, não sabe quando é que o seu governo vai, efectivamente, fazer chegar as ajudas financeiras que estão a ser recolhidas.‘‘Não posso dizer agora quando é que será a entrega [do valor colectado]. Estamos em processo de recolha. O movimento começou há muito tempo. Já estamos a reunir tudo e logo que estiver tudo reunido faremos a entrega'', disse.

Cobranças coercivas

Nas redes sociais circulam várias informações de cobranças coercivas feitas aos funcionários públicos, sobretudo professores e enfermeiros, independente de desempenharem ou não funções de chefia, em diferentes distritos da província.

Entretanto, uma fonte oficial disse que o Governo desconhece a informação.

Em Moçambique, o movimento solidário a favor das vítimas continua a crescer. Diferentes forcas da sociedade estão a aderir às campanhas de solidariedade.

Recentemente, a Mineradora chinesa Haiyu Mozambique Mining, que explora areias pesadas em Angoche, apoiou os sinistrados com produtos alimentares e vestuários.

A Comunidade Muçulmana também se juntou ao movimento de envio de donativos às populações que enfrentam sérios problemas, nomeadamente de saúde.

O grupo segundo o seu representante, Akil Nasser, ofereceu 200 toneladas de bens diversos. "Reunimos e abraçamos esta causa, apoiando todas as famílias afectadas. É neste espirito de solidariedade, que em representação da província de Nampula, vimos por este meio apoiar com 200 toneladas de produtos diversos’’, disse Nasser.

 

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